Dois candidatos, muito pouca escolha...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

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Vou comentar algo que me incomoda desde 2006: somos sempre obrigados, isso mesmo, obrigados a votar no "menos pior" em todas as eleições e desta vez não será diferente. Parece que a maioria dos políticos são sempre comprometidos com interesses particulares e que o bem comum é relegado a um segundo plano ou "interpretado" segundo visões próprias. Eles dizem representar o povo, mas não agem assim. Pelo menos não a maioria. 

Isso incomoda e frusta. Chega a dar vontade de votar nulo ou branco, mas sei que isso não resolve. O que resolve de verdade é que pudéssemos ser organizados de forma a expressar nossos sentimentos e opiniões de forma clara para a classe política e que isso fosse levado em consideração. E o que desejo para minha família não é muito diferente do que os demais brasileiros desejam: emprego, moradia, educação, segurança e saúde. As escalas podem mudar, mas o desejo geral é igual.

Nestas eleições, nenhum dos candidatos apresentou um programa de governo consistente, fundamentado e real. Temos apenas idéias, ou melhor, promessas. Isso deve mudar. Se não hoje, pelo menos para nossos filhos. O que temos visto é eles correndo de um lado para o outro, posando de "santos", tentando agradar a todos sem se comprometer. E quando o fazem, é sob pressão.

Quando isso vai mudar?

Um dia e um sonho

domingo, 19 de setembro de 2010

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O dia de hoje começou corrido para um domingo: às 7h44 o Inácio chamou "mamãe" do quarto dele e Gisele, que ainda dormitava do meu lado, me incentivou a ir vê-lo. E, então, o tempo passou rápido e quando percebi, já eram 8h30, eu estava no carro, mais precisamente ao volante, com todos em seus lugares, a caminho e atrasado para a missa na Catedral.

Missa bonita seguida de café da manhã no Daniel Briand. Caro, é verdade, mas muito gostoso. E aqui vem a parte mais interessante do dia: tomando café ali, comendo bem, ao lado da minha família, deu uma grande vontade de ir com eles para a França. Principalmente ao saber que o Daniel e a Luiza estavam em Paris...

Sempre brinco, mas com um dedo de verdade que sonho em ganhar na loteria e passar alguns anos morando em Paris. Por que Paris? Poderia responder que Paris é Paris, que Paris é maravilhosa, que Paris é linda, que Paris está no centro da Europa e que dali podemos visitar qualquer lugar em apenas duas ou três horas de voo, que existem inúmeras razões para escolher Paris... Mas a grande verdade é que, quando visitei Paris no ano passado, verdadeiramente me senti em casa.

Paris é enorme, mas romântica. Tem um trânsito caótico, um metrô agitado, mas é uma cidade que tem alma. É uma cidade para se andar, passear, comprar, vender, viver, sonhar, fotografar, passear, vagabundear, estudar e para tantos outros verbos. Gosto de Brasília, mas depois de conhecer Paris não tenho comparação.


Vivo e moro em Brasília porque aqui está minha família e meu ganha-pão, mas sonho em passar um tempo da minha vida naquela cidade, mesmo que seja um tempo curto.

Terminamos o café, voltamos pra casa, banho no Inácio, computador ligado, e uma vontade enorme de expressar esses sentimentos, uma vontade de voltar a fotografar, de flanar sem hora e sem rumo, vontade de escrever e de sonhar...
Não foi desta vez que ganhamos na loteria, mas quem sabe no futuro, quem sabe a oportunidade não apareça, quem sabe não seja amanhã ou no mês que vem ou mesmo do próximo ano. Sei que, mesmo sonhando, tenho vontade ir além e escrever e fotografar podem ser o primeiro passo.

19.09.2010
13h01